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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Em Busca da Felicidade




A maioridade significa tornarmo-nos responsáveis por nós mesmos. É a hora de trabalhar, pois o trabalho nos trará dinheiro, prestígio e autonomia. Somente assim seremos alguém na vida.
Mas nem sempre trabalho significava de dignidade. Na Idade Média, trabalhar era sinônimo de alguém inferior. Não muito diferente dos escravos, que eram tratados como animais. Na época da escravidão, a integridade estava em gastar o dinheiro adquirido com o suor alheio.
Atualmente, porém, para ganhar dinheiro é preciso trabalhar, mas não em qualquer profissão. Homens honrados são médicos, advogados ou engenheiros! Essas profissões é que trarão felicidade. No entanto, como ser feliz se fazer cálculos, ver sangue e estudar leis lhe é uma ideia desagradável?
O fato é que o dinheiro e uma profissão de renome não significam ser feliz. Os antigos filósofos gregos acreditavam que só atingiríamos a plenitude se aproveitássemos nossos talentos. Este pensamento filosófico deveria ser incentivado nas escolas. A partir do momento que nossos jovens exercerem as carreiras que amam, farão seu trabalho com imensa paixão e dedicação que a qualidade dos serviços prestados aumentará sensivelmente. Por outro lado, a realização profissional não é suficiente para uma vida tranquila. O aumento do salário mínimo é primordial. A remuneração adequada é primordial para uma vida com dignidade. Afinal, país rico, é pais sem pobreza, certo?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Viajar para Transformar



Uma viagem internacional é um sonho para muitos. Acreditamos que lugares diferentes nos tornem uma pessoa melhor. E isso pode acontecer. Serão as paisagens paradisíacas que nos cercam em nossos destinos? Ou a comida que excita nosso paladar? Nada disso, são as pessoas que conhecemos as capazes de nos transformar.
Desde crianças somos influenciados pelo local onde crescemos. Nós absorvemos a cultura e vivemos de acordo com os princípios que nos foram ensinados. É comum que não tenhamos conhecimento da forma como as populações de outros países vivem. Sem saber do quanto perdemos com isso.
Vejamos os gregos e romanos. Quando Roma invadiu a Grécia, ao invés de destruir todo o conhecimento encontrado, decidiram por torná-lo parte de sua cultura, adaptando-o à sua visão.
E é este o princípio fundamental das viagens. Pois, ao observar o outro, aguçamos o nosso olhar. A percepção do diferente faz com que tenhamos uma melhor compreensão de nós mesmos.

Uma vez transformados, mudamos conosco aqueles que estão ao nosso redor. Transmitimos nossas vivências e aprendizados. O viajante, em seu retorno, trás consigo a mágica de uma viagem e é capaz de contaminar a todos com sua alegria e experiência.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Onde está a Liberdade?


Escravidão. Quando pensamos sobre o assunto a imagem que se forma em nossas mentes é de negros apanhando café e recebendo chibatadas de feitores que obedecem cegamente as ordens dos "coronéis". Tudo acontecido há séculos atrás ou em uma novela de época da Globo.
Nem por um momento lembramos da escravidão como uma prisão. Situação que humilha um ser humano, o faz sofrer, o mantém longe das pessoas que ama e de sua terra. Os escravos são vítimas do preconceito. Vítimas dos que se julgam melhores e superiores.
É essa visão deturpada de que uma pessoa pode ser inferior a outra que nos leva a encontrar a escravidão nos dias atuais. O trabalho infantil e o dos cortadores de cana, homens e mulheres que vivem ameaçados pelo poder dos "novos coronéis", são exemplos de que essa agressão à humanidade continua firme e forte.
No entanto, o trabalho forçado e o castigo físico não são as únicas expressões da escravidão. Recentemente essa tortura ganhou novos ares. Em nossa sociedade vivemos tão preocupados com a opinião alheia e com a quantidade de dinheiro em nossas contas bancárias que esquecemos de ser. Não mais expressamos nosso eu. Somos escravos da aparência. Machado de Assis diria que nos tornamos medalhões, belos por fora, porém, ocos.
Infelizmente, não há cura para todos os males, o que devemos fazer, portanto, é iniciar campanhas contra o trabalho escravo. Somente com pressão popular o poder publico aumentará a fiscalização, resgatando muitas pessoas da vida de escravo e do medo. Leis rígidas e punições severas podem inibir essa prática terrível entre os novos "senhores de escravos". Mas o que fazer quanto à escravidão a qual estamos todos submetidos? Quanto a isso, nos resta lembrar que somos os donos de nossas vidas e cabe a nós fazer ou não o que nos traz felicidade.
E, para seguir com a tradição do blog, uma música...


terça-feira, 9 de abril de 2013

ENEM



Como pode um exame que durante seus 15 anos de história foi o alvo de diversas polêmicas, ser agora o único meio de acesso das melhores faculdades federais brasileiras? Recentemente, até mesmo a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a única faculdade federal do Brasil com certificado internacional de qualidade, rendeu-se ao exame polêmico. Reservei esta postagem para falar das polêmicas do exame.
Em 1998 o exame foi criado pelo Ministério da Educação para testar o aprendizado dos alunos do Ensino Médio e ajudar o governo a melhorar a educação no País. Na época a prova contava apenas com uma redação e 63 questões, número bastante inferior às 180 atuais.Em sua primeira edição o exame contou com 157,2 mil inscritos e 115,6 mil participantes. Este número começou a crescer somente em 2001, quando 1,2 milhão de estudantes participaram da prova. Foi também neste no que o exame parou de cobrar taxa de inscrição para alunos de escolas públicas.
Em 2004, com a criação do ProUni (Programa Universidade Para Todos) que permite que alunos de escolas públicas ganhem bolsas em universidades particulares dependendo da renda e da nota no exame, que o ENEM realmente se popularizou. No ano seguinte 2,2 milhões de estudantes participavam do exame.
Foi em 2009, quando o Enem tornou-se um tipo de "vestibular nacional" para ingresso nas universidades públicas de todo o país, que a prova passou a ter 180 questões e uma redação, como é até hoje. 2009 também é o ano do começo das polêmicas: um grupo roubou os cadernos de provas de dentro de uma gráfica e tentou vendê-los por R$ 500 mil reais para jornais de todo o país. A prova acabou vazando dois dias antes do dia de sua realização. O governo então decidiu adiar a data da prova e, obviamente, alterá-la. A mudança causou danos ao governo e aos milhões de estudantes inscritos. Por causa do vazamento da prova, muitas das universidades que tinham decidido substituir o vestibular convencional pelo Enem mudaram de ideia, como a USP (Universidade de São Paulo). 40% dos alunos inscritos desistiram de fazer a prova naquele ano. Para piorar a situação, foi divulgado o gabarito errado!
Mesmo com toda esta confusão, o ENEM de 2010 atingiu o número de 4,6 milhões de inscritos! Mas os problemas continuam. O governo federal criou o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), um programa que permite que, com uma única inscrição, os alunos concorram a vagas em universidades em todo o país.Uma ótima ideia, se o site não tivesse travado no primeiro dia de inscrições, evitando que muitos alunos participassem do programa. Não houve prorrogação dos prazos de inscrição.
E os problemas não param por aí. Os dados de 12 milhões de inscritos dos anos 2007, 2008 e 2009 vazaram na internet, podendo ser acessados por qualquer um. Os estudantes tiveram seu CPF, RG e nome completo da mãe expostos. O Inep decidiu mudar o sistema para que falhas como esta não aconteçam novamente. Mais problemas com o gabarito! Em 2010, primeiro vinham as questões de Ciências Humanas e depois de Ciências da Natureza, mas no gabarito veio trocado. Os fiscais pediram para que os alunos respondessem de acordo com o número das questão, mas cada um respondeu de um jeito, então o MEC criou em seu site um espaço para que os alunos escrevessem como responderam a prova. Falando assim parece que a culpa foi em grande parte dos alunos que não obedeceram aos fiscais, mas não, acontece que 33 mil provas impressas repetiam vários números e questões, excluindo outras perguntas. O governo não quis que todos os estudantes refizessem a prova, portanto, somente 9,5 mil participantes, que queixaram-se do acontecido, tiveram direito de fazer o exame novamente.
Além disso, também em 2010, o tema da redação vazou. Uma professora baiana que aplicou a prova olhou o tema da redação antes da prova começar, ela avisou a seu marido que pesquisou sobre o tema e avisou ao filho, participante desta edição, que consultou professores de como fazer uma boa redação sobre o assunto. O candidato foi expulso e os pais foram processados. Um jornalista conseguiu enviar uma mensagem de texto com o tema da redação para o seu jornal enquanto fazia a prova. A intenção era provar a falha na segurança do exame que deixou que uma violação à suas regras ocorresse. O Inep ignorou o fato, já que não houve benefício para nenhum participante.
Em 2010 o ENEM citou um trecho errado do livro 1808, dizendo que os portos no Brasil foram abertos em 1810, quando o correto seria 1808. O Inep alegou que isso não impedia que o aluno chegasse à resposta correta.
Em 2011, problemas no cartão de confirmação, no Rio de Janeiro, mais de 1000 estudantes receberam um cartão com o local da prova errado. O documento indicava um prédio a 200 metros de distância do local correto. E olha que nesse ano o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e uma empresa especializada em gestão de risco foram chamados para acompanhar todo o processo de elaboração, produção e distribuição das provas! O governo também fazia pressão para que o ENEM fosse o único meio de ingressar em uma universidade federal. 
E a redação vaza novamente. O jornalista do O Globo publicou um texto no dia seguinte contando como fez para burlar diversas regras no exame. Ele enviou sua redação para o jornal usando o celular, saiu do local de proas antes do permitido, usou boné, caneta não transparente, lápis e borracha. O Inep declarou:  "O tema passou a circular nas redes sociais e em alguns portais de conteúdo a partir das 13h59, sem qualquer interferência no sigilo ou na sua realização".
O Inep acionou a polícia federal três dias após o exame de 2011 para informar que a prova tinha vazado. Alguns alunos de Fortaleza tiveram acesso à prova antes da realização do exame através de uma apostila. Os alunos tiveram que refazer a prova em novembro, na mesma data que os detentos.
Mais problemas com a redação do ENEM em 2011. Inep admite erro na correção de 129 redações. O órgão alegou erro material na correção, isso pode ser,  uma prova que não foi corretamente escaneada e ficou em branco ou um número trocado no envelope de identificação, o que fez com que a redação fosse extraviada.
Em 2012 um professor tentou vazar a prova do ENEM durante o seu pré-teste, ele está sendo processado.
Mas 2012 foi o ano das redações no ENEM. Recentemente, foi divulgado que alunos com erros de ortografia tiram a nota máxima na redação do exame e alunos que boicotaram o teste escrevendo receita de macarrão instantâneo e hino de time de futebol não zeraram a redação.
Segundo os participantes responsáveis pelo boicote, sua intenção era provar que as redações do ENEM não eram lidas com atenção por seus corretores, que dariam notas aleatórias. Mas, sinceramente, não é esta a impressão que o exame está passando?
Agora que a grande maioria das universidades federais adotam o ENEM, recomendo que os corretores da redação sejam cautelosos na execução de seu trabalho, porque, fora a redação, não duvido da capacidade do exame de avaliar os conhecimentos dos alunos.