Bem vindo à Herdeira das Letras! Esta é uma revista virtual onde você pode encontrar de tudo. Desde posts sobre política até recomendações de livros, filmes e locais para conhecer. Afinal, o que é a vida sem diversidade?
A maioridade significa tornarmo-nos responsáveis por nós mesmos. É a hora de trabalhar, pois o trabalho nos trará dinheiro, prestígio e autonomia. Somente assim seremos alguém na vida.
Mas nem sempre trabalho significava de dignidade. Na Idade Média, trabalhar era sinônimo de alguém inferior. Não muito diferente dos escravos, que eram tratados como animais. Na época da escravidão, a integridade estava em gastar o dinheiro adquirido com o suor alheio.
Atualmente, porém, para ganhar dinheiro é preciso trabalhar, mas não em qualquer profissão. Homens honrados são médicos, advogados ou engenheiros! Essas profissões é que trarão felicidade. No entanto, como ser feliz se fazer cálculos, ver sangue e estudar leis lhe é uma ideia desagradável?
O fato é que o dinheiro e uma profissão de renome não significam ser feliz. Os antigos filósofos gregos acreditavam que só atingiríamos a plenitude se aproveitássemos nossos talentos. Este pensamento filosófico deveria ser incentivado nas escolas. A partir do momento que nossos jovens exercerem as carreiras que amam, farão seu trabalho com imensa paixão e dedicação que a qualidade dos serviços prestados aumentará sensivelmente. Por outro lado, a realização profissional não é suficiente para uma vida tranquila. O aumento do salário mínimo é primordial. A remuneração adequada é primordial para uma vida com dignidade. Afinal, país rico, é pais sem pobreza, certo?
Acabo de ler um texto muito interessante. É um livro de reportagens, na verdade, de uma jornalista chamada Eliane Brum. A Vida que Ninguém Vê, porém, não é um livro típico. A cada pequena história descobrimos que a vida pode ser muito profunda, de maneiras que não imaginávamos antes.
Nesta obra, ganhadora do prêmio Jabuti de 2007, Eliane nos fala sobre a vida de pessoas nas quais, muitas vezes, não prestamos atenção. Fica provado, para quem leu o livro, que na realidade, todos somos extraordinários, e que nossas rotinas dão histórias dignas de heróis, bastando mudar o olhar. Para mim, Eliane Brum provou em A Vida Que Ninguém Vê que jornalismo pode mesmo ser literatura em poucas palavras.
Uma viagem internacional é um sonho
para muitos. Acreditamos que lugares diferentes nos tornem uma pessoa melhor. E
isso pode acontecer. Serão as paisagens paradisíacas que nos cercam em nossos
destinos? Ou a comida que excita nosso paladar? Nada disso, são as pessoas que
conhecemos as capazes de nos transformar.
Desde crianças somos influenciados
pelo local onde crescemos. Nós absorvemos a cultura e vivemos de acordo com os
princípios que nos foram ensinados. É comum que não tenhamos conhecimento da
forma como as populações de outros países vivem. Sem saber do quanto perdemos
com isso.
Vejamos os gregos e romanos. Quando
Roma invadiu a Grécia, ao invés de destruir todo o conhecimento encontrado,
decidiram por torná-lo parte de sua cultura, adaptando-o à sua visão.
E é este o princípio fundamental
das viagens. Pois, ao observar o outro, aguçamos o nosso olhar. A percepção do
diferente faz com que tenhamos uma melhor compreensão de nós mesmos.
Uma vez transformados, mudamos
conosco aqueles que estão ao nosso redor. Transmitimos nossas vivências e
aprendizados. O viajante, em seu retorno, trás
consigo a mágica de uma viagem e é capaz de contaminar a todos com sua alegria
e experiência.
Escravidão. Quando pensamos sobre o assunto a imagem que se forma em nossas mentes é de negros apanhando café e recebendo chibatadas de feitores que obedecem cegamente as ordens dos "coronéis". Tudo acontecido há séculos atrás ou em uma novela de época da Globo.
Nem por um momento lembramos da escravidão como uma prisão. Situação que humilha um ser humano, o faz sofrer, o mantém longe das pessoas que ama e de sua terra. Os escravos são vítimas do preconceito. Vítimas dos que se julgam melhores e superiores.
É essa visão deturpada de que uma pessoa pode ser inferior a outra que nos leva a encontrar a escravidão nos dias atuais. O trabalho infantil e o dos cortadores de cana, homens e mulheres que vivem ameaçados pelo poder dos "novos coronéis", são exemplos de que essa agressão à humanidade continua firme e forte.
No entanto, o trabalho forçado e o castigo físico não são as únicas expressões da escravidão. Recentemente essa tortura ganhou novos ares. Em nossa sociedade vivemos tão preocupados com a opinião alheia e com a quantidade de dinheiro em nossas contas bancárias que esquecemos de ser. Não mais expressamos nosso eu. Somos escravos da aparência. Machado de Assis diria que nos tornamos medalhões, belos por fora, porém, ocos.
Infelizmente, não há cura para todos os males, o que devemos fazer, portanto, é iniciar campanhas contra o trabalho escravo. Somente com pressão popular o poder publico aumentará a fiscalização, resgatando muitas pessoas da vida de escravo e do medo. Leis rígidas e punições severas podem inibir essa prática terrível entre os novos "senhores de escravos". Mas o que fazer quanto à escravidão a qual estamos todos submetidos? Quanto a isso, nos resta lembrar que somos os donos de nossas vidas e cabe a nós fazer ou não o que nos traz felicidade.
E, para seguir com a tradição do blog, uma música...
Natal. Definitivamente é uma data muito comemorada ao redor do mundo. Nesta época do ano nos sentimos mais próximos de honrosos sentimentos como a caridade e a felicidade. Isso se deve a pessoa que dá vida ao Natal: Jesus.
O próprio significado da palavra significa nascimento. Curioso é a data ser comemorada em dias diferentes. Na Russia o Natal é comemorado em 7 de janeiro e, no Japão, em 22 de novembro. Esta também é uma celebração de união, já que várias de suas tradições foram adquiridas de outras culturas.
Você deve estar se perguntando o que eu quero com todo este papo. Deve ter desconfiado, claro, que é só um desejo de Feliz Natal. E está certo. Não importa em que dia seja comemorado, neste Natal, desejo que todos se lembrem que esta festa é a celebração da vida, da felicidade, da amizade e, principalmente, da esperança.